ANOS SETENTA – CONSOLIDAÇÃO E VISIBILIDADE

À medida que os iniciadores do andebol – agora definitivamente de “7” – no clube construíam e mantinham uma imagem de desportivismo e qualidade competindo nas divisões regionais do A.A. Porto ( nesse tempo só havia uma divisão nacional) a época de 1969/70 viu um acontecimento que haveria de marcar a história do clube. A formação, pela primeira vez, de uma equipa de Juvenis que se estreou de forma brilhante no Campeonato Regional com um 3º lugar ( lugar que repetiria no ano seguinte, à frente das duas equipas “grandes” do andebol da Associação do Porto, o F.C.Porto e o Académico).

Estiveram à frente dessa equipa nesse biénio dois dos primeiros seniores da A.A.A. Santas – O Joaquim Ribeiro e o Carlos Vieira. Dessa equipa de Juvenis saíram atletas importantes para a história da dezena e meia de anos seguintes da A.A.A. Santas; essa equipa trouxe até ao clube dirigentes e colaboradores proeminentes; graças a esse salto em frente na formação alargou-se a base de recrutamento e elevou-se o nível do andebol jogado em Águas Santas.

Note-se, no entanto, que só nos inícios de cada época, lá pelos finais do verão, as equipas do clube – então de seniores, juniores e juvenis – podiam treinar-se durante um curto espaço de tempo no nosso Parque de Jogos. Este era ainda descoberto, com piso em cimento e com uma iluminação incipiente, não tendo condições para treinos durante o Inverno nem para competição nocturna, muitas vezes obrigatória. Deste modo eram as cumplicidades com os atletas e dirigentes de outros clubes que possuíam já pavilhão (e eram poucos) que permitiam episódicos “jogos–treino” que davam alguma rodagem aos atletas desejosos de competir. Que diferença para os tempos actuais!

Não obstante tais condições (ou falta delas) obtiveram-se já alguns êxitos – 1º Troféu Oficial (em 1970 – Taça Dia Olímpico) e 1º Título Associativo – Campeonato Regional da 2ª divisão em 1973-74. Note-se que esta época foi a primeira em que se juntaram nos seniores os elementos da 1ª equipa júnior (a de 66) e os da 1ª equipa juvenil (de 69/70) comprovando a justeza da aposta na formação. Deve também frisar-se que esta equipa esteve a um pequeno passo de se apurar para as meias – finais da Taça de Portugal. Só um conjunto de adversidades nos quartos de final em Lisboa com o Encarnação o impediram.

Mas as poucas condições de treino e jogo não se haviam alterado. Embora em 1973 o já então Presidente da Câmara da Maia Prof. Vieira de Carvalho tenha, simbólicamente, colocado a 1ª pedra no futuro Pavilhão Gimnodesportivo tal projecto foi sendo sucessivamente adiado.

Entretanto em 1974 a inauguração do Pavilhão Municipal da Maia e a atribuição de tempos de treino aos clubes do concelho que o justificassem deu um novo impulso ao andebol da A.A.A. Santas. Resolvidos os problemas logísticos graças ao entusiasmo e voluntarismo de seccionistas e dirigentes, os três treinos semanais e o facto de se passar a jogar “ em casa” (embora longe do nosso Alto da Maia e em local de difícil acesso para os adeptos) deram, em devido tempo, os seus frutos. Pelo final da década de 70, em 1979/80 com a marcante influência de um treinador como o sr. Fernando Maia a A.A.A. Santas conquistou o título regional da 1ª divisão subindo à 2ª Divisão Nacional e na época seguinte, 1980/81 esteve presente na “ Final Four” da 2ª Divisão assegurando a subida, inédita, à 1ª Divisão Nacional (Zona Norte).

Foram assim os anos 70, ricos de acontecimentos no país e no mundo, que trouxeram definitivamente até à “ maioridade” o clube, que no final dessa década era já uma “marca” conhecida e reconhecida do andebol nacional.

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